De outro extremo está o elenco. Adriana Esteves estava impecável. Tem outros nomes, claro. Mas, a vilã Carminha vai entrar no rol das mais fodonas de todos os tempos. Prevejo isso até com certa tranquilidade, pois não é todo dia que o mundo para quando se está assistindo a uma novela que, permitam-me a expressão, é do CARALHO. O diretor Ricardo Waddington merece os créditos também. Dirigiu com maestria o elenco e tornou as cenas, desde as mais simples, um show à parte. Bela escolha da fotografia, dos cenários, das roupas. Elogiar isso seria besteira dado o elevado padrão da Globo, mas a Vênus Platinada também comete deslizes. O último capítulo de Fina Estampa foi uma sucessão de erros tão primários que considero que nem Corações Feridos chegaria a tanto.
Vale dizer que essa linguagem moderna tem seus prós e contras evidenciados no tratamento com o público. Já de um certo tempo não me interesso por novela. O longo período, as "barrigas" e os clichês foram alguns fatores que me afastaram do consumo. Porém, não pude deixar de acompanhar Avenida Brasil pela expectativa de finalmente termos um produto ágil e com cenas eletrizantes. Gosto do suspense misturado com o drama. Gosto da tragédia. Mas, trazer todos esses ingredientes é um risco demasiadamente elevado. Conquistar os diversos segmentos da sociedade é mais que um desafio, é um sonho. É por isso que existem vários núcleos. Entretanto, diga-me sinceramente: Depois do que você viu hoje vai realmente se importar com algo a não ser Nina e Carminha? É bem provável que não. Segundo números prévios do ibope, Avenida Brasil estreou com 38 pontos de média ante 41 de Fina Estampa. Não se assustem porque já é de praxe. A Favorita estreou com 35 e terminou consagrada. Tenho comigo que Avenida Brasil vai seguir esse mesmo caminho. Para fazer jus ao título, eu termino o texto com esta pérola de @pqpvoces: "Primeiro capítulo de Avenida Brasil foi melhor que Fina Estampa inteira."

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