Nem tablets, nem
ultrabooks e muito menos as smarts TVs tem condições de transformar a cultura
como o queridinho do século: o celular. Nenhuma tecnologia possui tanto
potencial como o pequenino de Dona Maria. O mundo hoje tem outro divisor da
história. Os prós e os contras estão lançados.
Inicialmente chamado de
telefone móvel, a função primordial de fazer e atender chamadas tornou-se
obsoleta. Com tantos recursos ligar virou apenas uma alternativa entre várias
possíveis. Videochamada, videogame, TV portátil, gravador de voz e vídeo,
acesso a redes sociais e a internet, calendário, agenda e calculadora são
algumas funções que fazem do celular o principal conversor de mídias. Com tantas tecnologias interconectadas o celular assume uma posição de prestígio que maximiza os efeitos da globalização e desenvolve no mercado o incentivo a investimentos em equipamentos cada vez mais funcionais. O futuro
é isso.
Explicando melhor: a
convergência de mídias é, hoje, busca incessante de todos os grandes centros
tecnológicos do mundo, inclusive, do mercado. É o futurístico All in One
(tradução livre: Tudo em Um). Ter tudo em um só lugar com a praticidade de
levar para onde quiser e, a qualquer hora e de qualquer lugar, utilizar o
máximo dos recursos disponíveis. Não é difícil perceber que os benefícios
seriam enormes para a ciência, mas, como o homem também é mau, da mesma forma essa tecnologia
poderia ser usada de forma errada.
Existe, porém, um
objeto, o principal de minha análise, que ainda não abordei. É o poder de
transformação social. Recentemente, isso ficou mais evidente com a primavera
árabe culminando com a transição para a democracia de diversas ditaduras, entre
elas a do Egito. Do ponto de vista mais local, e não menos importante, temos a
nossa dependência total com esse aparelho que ocupou lugar em nossa casa, no
trabalho, no lazer e até mesmo no namoro. Não há como imaginar nossa vida hoje
sem esse aparelhinho revolucionário. Tem até mais celulares no Brasil que
pessoas! O problema é que essa dependência vicia e nos transporta para uma
dimensão virtual que não é a de nosso corpo físico. Pulveriza a nossa
inteligência e nos torna mais burros – como diria Carlos Nascimento -, porque não é só
a informação que aumenta o nosso conhecimento. É também a sensibilidade que só
a vida física nos proporciona em plenitude.
Viver é uma arte, é um ofício. Só que precisa cuidado... Já dizia Jota Quest em Do Seu Lado. Tudo é tão transitável, tão efêmero, tão
incerto que o desperdício que fazemos da nossa vida é uma escolha que tem que
ser pensada. Não é errado viver de fantasia. Não é errado fazer da vida um
ciclo contínuo de nada com coisa nenhuma. A escolha é minha, é sua, é nossa. Esse
texto é para pensar, refletir. Meu objetivo é só esse e não a sua mudança. Pense e repense constantemente...

Se dúvidas o celular é algo que revolucionou o mundo das comunicações, bem como o mundo da tecnologia, devido as multifunções e multitarefas que são capazes de fazer. Contudo, essa tecnologia, bem como a internet e suas redes sociais, tiram do ser humano grande parte dos contatos interpessoais, que são indispensáveis à construção de um cidadão. Hoje conhecemos o mundo, porém, se quer conhecemos nossos próprios vizinhos( não que eu tenha a obrigação de conhece-los - ou devia?). As relações estão globalizadas, no entanto, perdemos 'o tocar','o sentir', 'o olho no olho', 'o abraçar', será que vale a pena dá um "game over" nessas relações tão pessoais?
ResponderExcluirConcordo... Está comprovado que quanto mais abrangente é a globalização mais anônimos ficamos. Ou seja,nosso contato físico é reduzido. Não importa se temos centenas de amigos nas redes sociais. O ser humano, biologicamente, ainda é um animal sensitivo que aprende com o olhar - não aquele da visão. É difícil aumentar nosso contato quando tudo conspira contrariamente. Sentir mais o mundo deve ser um exercício diário. Praticar com o Sims não conta.
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