Vi no último domingo (27), a estreia do programa Saturday Night Live versão brasileira. É bem verdade que o programa quase que traçou na audiência com 0.8 de média e pico de quase nada. Mas isso pra mim não interessa. O fato é que gostei do programa por um motivo bem simples: é acidamente engraçado. Não agressivamente, mas acidamente. Digo isso porque você fazer uma crítica politicamente incorreta caracterizado de um personagem é completamente diferente de fazer de cara limpa. É lógico que você só por ser comediante, e algumas vezes humorista, já não pode ser levado a sério. Porém, contudo, entretanto e todavia... sou daqueles que acredita numa linha imaginária do bom senso: o famoso LIMITE. O SNL brincou a todo momento com essa linha. Algumas vezes passou, mas a maioria não. No todo achei um programa divertido, dei muitas risadas. É claro que não chega nem perto do maravilhoso Comédia MTV, mas é uma boa opção. Evidente que existem problemas sérios de grade que não contribuíram em nada para o crescimento da audiência, entre eles está o péssimo dia para a exibição do SNL. O dia mais ideal seria aos sábados - para fazer jus ao nome - e logo após o Legendários para que haja uma migração de público. Colocar um programa desses aos domingos e competindo com atrações mais do que consolidadas é um risco altíssimo. A direção do canal sabia disso e mesmo assim quis investir. Não tem do que reclamar pelo resultado...
Quanto a Rafinha Bastos, ele é um ótimo produtor-executivo enquanto comediante. Não gosto da maneira como ele faz humor, porque não dou risada. Simples assim. O roteiro precisa melhorar, mas sem deixar essas pitadas ácidas que marcam um programa de humor liberal. Saber dosar é o desafio... fazer novas coisas com um mundo já dado é outro. SNL tem uma caminhada de 6 meses - esse é o período do contrato dos anunciantes - , se não der certo Bye, Bye Brasil. Vamos acertar os ponteiros e só pra finalizar: não, a equipe técnica nada tem a ver com o fracasso senhor Ricardo Feltrin. Tchau, gente.

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