Vamos pular o mês de março? Pra quê esse dia de homenagens?
Já não bastam as humilhações ao longo do ano? Não? Então vou te dar motivos
para comemorar...
Comemore a luta. O século é marcado pela luta das mulheres
por seus direitos, pela gana em não ser mais submissa ao lar, ao marido, a
igreja, não ser mais submissa ao patriarcado, a quem diz que “se você não for
mãe, também não é mulher.” A quem não te dá o direito de escolha sobre seu
corpo, submissa ao abuso, as cantadas de rua, a obrigação de fazer sexo só
porque são casadas, a condição de culpadas quando estupradas, as ofensas
diárias...
Comemore a coragem das operárias em 1857 que queriam mais
direitos e ganharam a morte, porque é
muito doloroso ao machista conceder direito às mulheres. Queimadas, humilhadas,
violadas, mas nunca esquecidas, porque o dia 8 de março as representa. E é isso
o dia 8 de março, nada mais, não é motivo de festa, não é motivo de presentes,
não é motivo de flores e alegria, é motivo de consciência na luta, motivo de
respeito para todas, motivo de apreciação ao trabalho árduo que é ter que
levantar todos os dias para ter um pouco de reconhecimento na sociedade. E ai? Já vai comemorar? Quer mais incentivo?
“Para a maioria da população (83%), os homens agridem as
mulheres principalmente após o consumo de bebidas alcoólicas.
(Fonte dos dados acima: Pesquisa Ibope - Instituto Patrícia Galvão 2006)”
(Fonte dos dados acima: Pesquisa Ibope - Instituto Patrícia Galvão 2006)”
“Violência conjugal atinge um terço das mulheres em áreas de
SP e PE.”
“1 bilhão de mulheres já foram espancadas ou estupradas. 1
bilhão de mulheres, ou uma em cada três do planeta, já foram espancadas,
forçadas a ter relações sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso.”
“Mulher com pós-graduação é mais discriminada no ambiente de
trabalho O desrespeito no ambiente de trabalho é percebido de forma
diferenciada segundo o grau de instrução: para 46% das mulheres com
pós-graduação o mundo do trabalho não respeita as mulheres. Neste segmento, 54%
consideram que as mulheres são tratadas com respeito apenas em determinadas
situações.”
Fonte dos dados: CFEMEA- Centro Feminista de Estudos e
Assessorias
Mais?
Não tem mais o que pensar. Tem luta, tem vontade de
respeito.

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