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sexta-feira, 8 de março de 2013

8 de Março: Dia de luta







     
     Vamos pular o mês de março? Pra quê esse dia de homenagens? Já não bastam as humilhações ao longo do ano? Não? Então vou te dar motivos para comemorar...

     Comemore a luta. O século é marcado pela luta das mulheres por seus direitos, pela gana em não ser mais submissa ao lar, ao marido, a igreja, não ser mais submissa ao patriarcado, a quem diz que “se você não for mãe, também não é mulher.” A quem não te dá o direito de escolha sobre seu corpo, submissa ao abuso, as cantadas de rua, a obrigação de fazer sexo só porque são casadas, a condição de culpadas quando estupradas, as ofensas diárias...

      Comemore a coragem das operárias em 1857 que queriam mais direitos e ganharam a morte, porque  é muito doloroso ao machista conceder direito às mulheres. Queimadas, humilhadas, violadas, mas nunca esquecidas, porque o dia 8 de março as representa. E é isso o dia 8 de março, nada mais, não é motivo de festa, não é motivo de presentes, não é motivo de flores e alegria, é motivo de consciência na luta, motivo de respeito para todas, motivo de apreciação ao trabalho árduo que é ter que levantar todos os dias para ter um pouco de reconhecimento na sociedade.  E ai? Já vai comemorar? Quer mais incentivo?

“Para a maioria da população (83%), os homens agridem as mulheres principalmente após o consumo de bebidas alcoólicas.
(Fonte dos dados acima: Pesquisa Ibope - Instituto Patrícia Galvão 2006)”

“Violência conjugal atinge um terço das mulheres em áreas de SP e PE.”

“1 bilhão de mulheres já foram espancadas ou estupradas. 1 bilhão de mulheres, ou uma em cada três do planeta, já foram espancadas, forçadas a ter relações sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso.”

“Mulher com pós-graduação é mais discriminada no ambiente de trabalho O desrespeito no ambiente de trabalho é percebido de forma diferenciada segundo o grau de instrução: para 46% das mulheres com pós-graduação o mundo do trabalho não respeita as mulheres. Neste segmento, 54% consideram que as mulheres são tratadas com respeito apenas em determinadas situações.”

Fonte dos dados: CFEMEA- Centro Feminista de Estudos e Assessorias

Mais?

Não tem mais o que pensar. Tem luta, tem vontade de respeito.

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