O
desafio para uma educação de qualidade mais parece um sonho do que uma realidade
próxima. A maioria dos discursos não aponta para lugar
nenhum. Por ser um assunto tão vasto e difícil de lidar geralmente caímos na
besteira de linchar quem não tem culpa. Sindicatos, governo e população entram
na disputa por respostas e soluções para esse que, sem dúvida, é um enorme
problema.
O
primeiro desafio a ser enfrentado é uma educação pública que faça valer cada
centavo dos impostos recolhidos. Temos uma das cargas tributárias mais altas do
mundo e mesmo assim os nossos serviços públicos não são de excelência.
É uma vergonha a falta de professores, o péssimo estado das escolas e o baixo
incentivo em cursos técnicos que qualifiquem os jovens para o mercado de
trabalho. Nas últimas duas décadas o Brasil decidiu por universalizar o ensino
fundamental - que vai da primeira até a nona série -, mas não se preocupou com
a qualidade. Hoje, vemos o mesmo esforço com o ensino médio – que vai do
primeiro ao terceiro ano -, mas o desafio da qualidade ainda persiste.
Educação
é compromisso de todos. Se o governo federal não está fazendo a sua parte que
faça o governo estadual, mas se o estadual não estiver fazendo, então que faça
o municipal. E vice-versa. Paulo Freire diz que o
processo de aprendizagem é um intercâmbio entre eu, o outro e o meio em que
vivo. A interação social que está sendo brutalmente transformada com a
globalização faz parte desse novo ensino que precisa ser assimilado nas
escolas. As saídas para uma questão
seriamente complicada como essa parte do pressuposto da imaginação humana. Veja
o que Albert Einstein diz: "A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo."
Grandes projetos surgem de ideias fenomenais. A educação é um desafio para ser
resolvido hoje, mas que somente trará resultados depois de amanhã.
O modelo do ensino
brasileiro é baseado no francês. Temos tudo para desenvolvermos a educação basta
que compreendamos a sua real importância. A educação pode transformar o nosso
país, mas a longo prazo. Para isso, temos que unir forças e nos somar a cada
dia por um ensino público de qualidade. O governo nas esferas federal, estadual
e municipal tem que buscar incentivos, desenvolver projetos e fiscalizar
recursos. Os sindicatos precisam permanecer independentes e não colaborar com
atos ilícitos em troca de benefícios. A população deve cobrar sempre das
autoridades eleitas a execução das promessas e consequentes aprimoramentos.
Tudo tem sua base com o planejamento. Passada essa etapa, as arestas de erro e
corrupção precisam ser aparadas constantemente. Não é fácil agir quando se tem um
problema tão monstruoso a nossa frente. Precisamos amadurecer novas ideias e
escolher pessoas que podem fazer a diferença. Chegou a hora de escolher
técnicos ao invés de partidários.A juventude carece de respostas. A educação é um fator de construção e transformação social. Não vamos deixar que tudo se perca por capricho ou interesse. Entender os nossos problemas é apenas o primeiro passo para solucioná-los. Por isso, faça ser ouvido o quanto antes.

Parabéns Baruc pela produção dessa postagem.
ResponderExcluirCompartilho da defesa de que temos que aplicar os 10% do PIB, mas até que isso aconteça precisamos aplicar corretamente os recursos que recebemos. Em nosso município a prefeitura recebe o equivalente a aproximadamente R$ 200,00 por mês por cada aluno e temos mais de 4.000 matriculados na rede municipal.
O perfil de escolas que temos foi criado no período da ditadura militar. Precisamos construir um novo modelo de escola e educação pública que priorize a qualidade.
Quanto ao acompanhamento e fiscalização dos recursos de educação municipal, enquanto sindicato, posso afirmar que estamos fazendo a nossa parte e por isso temos evitado mais abusos com o FUNDEB.
Estamos à disposição para promovermos os debates necessários sobre a educação e temos e a Educação que poderemos ter.