Existe algo para além do eixo Everaldo-Toinho? Por
enquanto, não. O nosso sistema político é antigo e se assemelha muito com o
coronelismo. Mais parece briga entre dois fazendeiros do que embate político.
Mas, a culpa está em Everaldo ou em Toinho de Dorinha? Resposta: Nos dois e em
nós também. Eu diria até que a culpa é
mais nossa do que DELES. Sabe por quê? Porque nós alimentamos o sistema que
privilegia o assistencialismo ao invés do serviço social. Porque nos
preocupamos mais com o destino de Griselda em detrimento do nosso próprio
futuro. Enfim, somos os verdadeiros
culpados. Não vou fazer uma análise histórica, pois seria monótono demais e
pouco acrescentaria. Porém, a partir de agora, vou mostrar o que acredito da
maneira mais racional e parcial possível.
Vivemos
da política do pão e circo. Somos enganados constantemente por nossos
sentimentos, por aquilo que queremos e somos. A política
representa a arte mais nobre do ser humano. Mas, infelizmente, a politicagem é
que toma conta. Enquanto vivermos de fantasia continuaremos a recolher apenas
migalhas. Vamos pensar em soluções para o nosso município e agir proativamente.
Ser passivo é a principal característica das massas que corrompe com o nosso
seio social. A nossa cidadania começa quando exercemos o nosso direito político
de votar, mas, mais do que isso, quando compreendemos que a escolha que fazemos
é fundamental para o nosso futuro.
Interesse.
É a palavra-chave dos que gostam do sistema. Essas pessoas são egocêntricas e
cultivam rancor dos que são contra sua preferência partidária.
Com esse tipo de indivíduo o diálogo é uma briga e as formas de expressão e
comunicação são assassinadas por interesses parciais. Dizem buscar a
democracia, mas, na verdade, estão apenas para se aproveitar da máquina pública
em proveito próprio ou de sua família. O
voto, então, torna-se moeda de troca num mercado que fede a podridão. E
pior: pessoas que se dizem de bem ainda soltam este discurso: “Se quiserem
comprar meu voto, eu aceito.” Quem diz isso não são aqueles que o IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chama de miseráveis, ao
contrário, são pessoas de classe média. São pessoas letradas e que dizem ser
probas. O que esses indivíduos acabam fazendo é o financiamento da corrupção dando
margem para que mais pessoas façam o mesmo e contribuam para esse círculo
vicioso sempre ter continuidade.
É claro que existem políticos que, mesmo se não
houvesse esse sistema de manutenção das falcatruas, continuariam a ser
corruptos. O grande problema, além das
pessoas que gostam do sistema, são aquelas que dizem não se importar com ele. São
aquelas que votam nulo ou em branco e que, segundo a ética, não podem discordar
do governo que foi escolhido. Pois, quando uma pessoa vota nulo ou em branco
ela opta por seu direito e, portanto, não pode interferir em algo que abdicou.
O sistema é cruel, porque nos deixa estáticos em nossas posições. Pierre Bourdieu,
um dos maiores sociólogos do século passado, dizia que estamos envolvidos num
processo de dominação em que dominantes e dominados agem sem perceber que estão
movimentando esse sistema e que somente através da socioanálise é que
conseguiríamos não fugir dele, mas alterá-lo. É essa alteração que proponho.
Vamos começar a debater política não
olhando mais qual candidato tem mais dinheiro ou qual minha família vota. Vamos
nos preocupar com as propostas e ideologias do candidato. Com o que ele pensa e
quer para o futuro. Política é escolha. Decida-se. Tenha opinião própria. Leia.
Instigue sua curiosidade. RE-FLI-TA!!!
O nosso futuro aponta
para três fortes nomes: Professor Caduda, Iggor Oliveira e Thiago Dória. Todos
os três com potencial e qualidades distintas. Todos os três com visões de mundo
diferentes. Perceba com o qual você acha que pode fazer a diferença na saúde,
educação, esportes e afins. Sempre
culpei os problemas do município utilizando os nomes de Toinho de Dorinha e
Everaldo, pois eles são o nosso sistema. Não é uma crítica pessoal, já que não
os conheço pessoalmente. É ideológica. E até acredito que eles, assim como os
vereadores, seriam mais aproveitados se ao invés de cobrarmos um saco de
cimento, um telhado, uma casa ou um emprego; cobrássemos uma melhor gestão. Por
isso, o grande vilão é o sistema e aqueles que gostam ou não se preocupam com
ele.

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