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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Bom Dia, Fátima Bernardes

Começou com uma história: a história de Fátima com o seu público e com a criação de seu programa. Plano aberto e lá estava ela: linda, perspicaz, intimista. Em poucos minutos de programa houve algumas falhas de áudio, mas nada que diminuísse com a inesgotável Fátima Bernardes. O frio na barriga e a tensão dos primeiros minutos a deixaram visivelmente incomodada. Coisa normal, era estreia. Depois desse início tenso ela tomou conta de tudo. Quadros rápidos e muita agilidade para se adequar aos novos tempos. O cenário em 360º pouco foi sentido devido a plástica sutil da técnica da TV Globo. O figurino priorizou a homeostase de Fátima com o ambiente. As cores convergiam com todo o cenário. Interessante foi perceber que Marcos Veras estava com cores semelhantes as de Fátima, uma complementação necessária para neutralizar o efeito dele perto dela. O programa de hoje, 25, parecia primeiro capítulo de novela com muita coisa para mostrar em pouco tempo. Foi algo corrido e não teve tanta fluidez como a técnica em administrar o cenário. As discussões deveriam, mas não foram aprofundadas. Isso acabou por deixar a comandante da atração numa perspectiva mais fechada, sem muito movimento ou naturalidade. Talvez porque em tempos de internet a agilidade é algo fundamental ou porque era necessário mostrar ao público de que este seria um programa completo. Contudo, o que ficou foi a impressão de que Fátima poderia ter ido mais longe. Uma questão interessante foi o uso do AO VIVO com links com correspondentes internacionais e notícias em tempo real. Da forma como foi usado parecia que tínhamos entrado no Bom Dia Brasil. A trilha sonora foi envolvente com fortes marcas de bateria, piano e baixo a cada intervalo comercial. A gente ficava com uma angústia boa de que o bloco tinha terminado. A abertura em tons pastel com Fátima num vestido vermelho reforçava a identificação da personalidade, da estrela. Foi um ganho em conceito que, perfeitamente, poderia ter sido empregado no palco da atração. Em termos de audiência, "Encontro com Fátima Bernardes" estreou com 10 pontos de média e 11,5 de pico isolado na liderança, com o SBT com 7,1 em segundo e a Record com 6 em terceiro, de acordo com a prévia do Ibope na Grande São Paulo.
De agora em diante, o desafio é fazer um programa redondo com discussões mais submarinas e que agregue  a competência da apresentadora com os quadros numa construção bem mais fluída do que a que foi apresentada hoje. Sem dúvida, nos próximos dias haverá uma queda natural de audiência. Esse é um período de acomodação do novo programa e que sofrerá com a disputa forte do SBT. Aliás, durante os próximos meses a média-dia do SBT ganhará alguns décimos com o fim da "TV Globinho". Esse novo fôlego ajudará na disputa pelo segundo lugar com a Record que, durante o mês de junho, já passou o bastão para a TV de Silvio Santos. Ao final da estreia fiquei com um sentimento:  o "Encontro" foi bom, mas poderia ter sido ótimo. Em se tratando de TV essa diferença é tudo. Até mais, Fátima Bernardes.

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