Enquanto
me surgia a ideia desse post - que por
sinal demorou demais -, enumeras
palavras, frases e questionamentos me vinham a cabeça: Primeiro, que eu vou
“futucar” em um ambiente perigoso, chamado religião.
Como abordar isso sem ofender alguém ou alguma fé? Mas ao mesmo tempo refleti, e
cheguei à conclusão que, o que eu escreveria tratava-se apenas de minha
opinião, e a mesma seria exposta com muito respeito a qualquer lado. Então
vamos ao dito cujo:
Cresci
ouvindo e vendo o mundo “dominado” pelo cristianismo. Em minha infância,
questionamentos acerca da existência de outras religiões e crenças eram
inimagináveis, até porque, se houvesse, seriam ‘coisas do diabo’. Veio minha adolescência, e em meu mundo já
apareciam outros mundos, muito além do cristianismo, e questões como, “quem não
segue o a igreja católica ou evangélica irá para o inferno?”, “como assim? Tem
pessoas que não acreditam em Deus?”. E fui a cada dia, a cada novo aprendizado
“desnudando a realidade”, saindo daquele mundo fechado ao qual eu pertencia.
Abri
os olhos e vi uma realidade totalmente nova, um lugar onde eu poderia acreditar
no que eu quisesse, fadas, bruxas (que por sinal não têm verruga no nariz),
deuses e mais deuses, religiões diversas, crenças diversas. Preferi acreditar e
respeitar, porém não sigo, até porque, como Pitty canta “Nem uma doutrina me convence / Nem uma resposta me satisfaz”.
Sempre
busquei respeitar todas as crenças, e isso é o que espero das pessoas que fazem
parte de uma sociedade tão diversificada. Aceito brincadeiras, desde que não
ofenda a outro. Brinco, e busco não ofender ninguém, sigo “Deus” e a “A Morte”
no Twitter. Não sou Ateu, apenas não tenho religião, provavelmente nunca terei.
Não tento convencer os outros que o que eu penso é ‘o correto’ apenas mostro
meu ponto de vista. Aos que tem religião... têm meu respeito. E acredito que
tudo que vier para gerar paz é válido.
Budista,
Católico, Evangélico (de qualquer igreja), Umbandista, Espírita, Judeu, Ateu, Islâmico,
Místico, Astrólogo... enfim,
independente de sua crença ou descrença, apenas respeite seu vizinho, seu
próximo ou aquele que você nem conhece.

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