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sábado, 9 de junho de 2012

Desafio do Pensamento

Estou subindo, subindo, agora vou adiante, virei à esquerda e depois fui em frente. Parei, por que parei? Ah, foi para ver aquela bela jovem passando. Ao lado dela tem um restaurante. Ao lado dela tem um bar. Ao lado dela tem uma biblioteca. Continuei seguindo, indo em ziguezague, indo em direção ao centro. Decidi cair. Então, cheguei bem próximo do precipício e me joguei. Caí, caí, caí... foi uma queda e tanto. Olhei para um pequeno riacho que tinha ao meu lado, vi a água fazendo seu curso entre as pedras. Fiquei admirando. Só isso. Não tinha tempo para fazer mais coisas, afinal, ainda tinha que ir ao trabalho. Estava atrasado. Como sempre, é claro. No caminho fui contando os quadradinhos da calçada: “um, dois, três...”  Esse foi um dia. No outro disse que ia fazer tudo diferente, mas só mudei a ordem.  No dia seguinte, aquele que veio depois desse, eu mudei um pouco. Ao invés de ir contando os quadradinhos da calçada quando ia ao trabalho fiquei pensando besteiras: “Galinha não pare, peixe não mama, ave não pensa, menino não pare, homem só reclama.” Desci a ladeira. Desci a escada. Desci da cama. Vejam só: já é dia! Belo dia, não acha? Um pouco, está meio nublado. Comigo é 8 ou 80: ou chove ou faz sol. Meio termo nem pensar. Nos noticiários de hoje só tem tragédia. O de sempre. O preço do feijão subiu... e o dólar? Eu lá sei do dólar! Na minha estante tem dois livros. Estou pensando em comprar mais um, se Deus quiser.  Olhei para o espelho. O que vi? Um retrato de um garoto sobre uma mesa empoeirada. Apenas isso.

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